CAASM: entenda o que é e como contribui para a segurança cibernética

O CAASM é uma prática de segurança cibernética que permite visibilidade completa dos ativos cibernéticos de uma empresa e também de sua exposição a riscos. Entenda por que a solução tem se apresentado como uma das mais relevantes no atual contexto de proteção de dados!
CAASM
Fonte: Shuttertock

O aumento da complexidade e distribuição dos ambientes de TI, como cloud, IoT, aplicações em nuvem, dispositivos remotos e APIs, ampliou consideravelmente a superfície de ataque das empresas. Isso faz com que muitas organizações percam a visibilidade de seus próprios ativos, incluindo o  risco real que essas ameaças representam. É nesse contexto que o CAASM se coloca como uma resposta moderna e integrada para resolver esse desafio.

O Cyber Asset Attack Surface Management ou Gerenciamento da Superfície de Ataque de Ativos Cibernéticos trata-se de uma abordagem inovadora em segurança cibernética. Por meio da consolidação das informações sobre todos os ativos digitais de uma organização e sua exposição a riscos, ele permite que as empresas tomem decisões mais inteligentes e assertivas, dando respostas mais rápidas e integradas entre segurança, TI e compliance.

Para saber mais sobre a solução, este conteúdo traz detalhes sobre o conceito de CAASM e como a abordagem se difere de outras, como CMDB ou gestão de vulnerabilidades. Além disso, são apresentados os pilares e benefícios do CAASM, incluindo o motivo pelo qual a visibilidade completa dos ativos é um passo essencial para a maturidade cibernética e parte de uma estratégia integrada de governança. Acompanhe!

O que é CAASM – Cyber Asset Attack Surface Management?

O CAASM é uma prática de segurança cibernética que permite visibilidade completa, contínua e consolidada de todos os ativos cibernéticos de uma organização e de sua exposição a riscos. Sua atuação não se trata apenas de “gestão de inventário”. Ele auxilia as equipes de segurança e TI a identificar, avaliar e gerenciar ativos em todos os ambientes, incluindo infraestruturas locais, em nuvem e híbridas.

Diferentemente das ferramentas tradicionais de gerenciamento de ativos, que geralmente fornecem listas estáticas de ativos, o CAASM permite monitoramento em tempo real, análise de risco e automação para reduzir lacunas de segurança e melhorar a resiliência geral.

Ao integrar a descoberta de ativos, o gerenciamento de vulnerabilidades e o monitoramento de superfícies de ataque em um sistema único e coeso, o Gerenciamento da Superfície de Ataque de Ativos Cibernéticos permite que as equipes de segurança atuem proativamente para gerenciar as exposições a riscos. Dessa forma, elas conseguem se antecipar às ameaças, tendo ciência do que está no ambiente e melhorando a visibilidade e a supervisão para uma segurança adequada. Pode-se dizer que a solução é um componente central dentro de estratégias modernas de exposure management.

Os três pilares do CAASM

A atuação do Cyber Asset Attack Surface Management se baseia em três pilares que se integram na estratégia de cibersegurança da organização, sendo a visibilidade completa, integração dos dados e orientação a riscos. Juntas, essas diretrizes se concentram em garantir a segurança das informações:

1. Visibilidade e inventário completo de ativos

O CAASM foca na obtenção de visibilidade completa e inventário de todos os ativos da empresa, tanto internos quanto externos, permitindo identificar vulnerabilidades e reduzir riscos de segurança. Isso inclui ativos locais, em nuvem, containers, dispositivos remotos e shadow IT.

2. Correlação e enriquecimento de dados

A abordagem possibilita a integração com fontes diversas, como CMDB, EDR, XDR, scanners de vulnerabilidade e ferramentas de identidade, com o objetivo de gerar uma visão consolidada.

3. Ações orientadas por risco

Por meio da análise contextualizada da exposição de cada ativo é feita a priorização baseada em risco, criticidade e impacto no negócio. Com isso, as ações e decisões são sempre tomadas e conduzidas considerando esses aspectos.

Diferenças entre CAASM, gestão de vulnerabilidades e CTEM

Cyber Asset Attack Surface Management, Continuous Threat Exposure Management e gestão de vulnerabilidades são importantes estratégias de segurança cibernética, mas apresentam diferenças importantes a serem consideradas. No caso da gestão de vulnerabilidades, trata-se de um processo contínuo de identificação, priorização e correção de falhas de segurança em ativos tecnológicos que tem o objetivo de reduzir a superfície de ataque e fortalecer a postura de segurança da organização. 

Por outro lado, o CAASM foca em visibilidade e controle de todos os ativos, tanto internos quanto externos, para entender a superfície de ataque. Diferentemente da gestão de vulnerabilidades, que se concentra em ativos específicos com vulnerabilidades conhecidas, de forma mais reativa, ele atua com um escopo mais amplo, abrangendo todos os ativos, com uma abordagem mais preventiva.

Já em relação às abordagens do CTEM e do CAASM, pode-se dizer que elas são distintas, mas se complementam. Isso porque, enquanto o CTEM gerencia as exposições, o CAASM fornece a base de ativos e superfícies. De maneira geral, o Cyber Asset Attack Surface Management atua na camada de visibilidade e governança e as demais soluções se dedicam aos processos de detecção, resposta e correção.

Benefícios do CAASM para empresas

As organizações que adotam o Gerenciamento da Superfície de Ataque de Ativos Cibernéticos podem se beneficiar de diversas formas, que vão desde redução dos riscos e a integração dos dados de segurança até ganhos importantes em governança, que impactam a imagem interna e externa da empresa. Veja:

Redução de riscos de segurança relacionados à falta de visibilidade

O CAASM fornece uma única fonte de verdade para todos os ativos cibernéticos, seja um servidor, um aplicativo ou um dispositivo de internet das coisas (IoT), independentemente de sua localização ou status de gerenciamento, o que garante que as equipes de segurança tenham visibilidade completa de todo o seu ambiente de TI. Ao integrar dados de diversas ferramentas de segurança, o CAASM ajuda a eliminar pontos cegos e a revelar TI oculta, reduzindo os riscos de segurança associados a ativos desconhecidos ou não gerenciados. Isso permite um gerenciamento de riscos mais eficaz para proteger a superfície de ataque da organização.

Unificação de dados de segurança, eliminando silos e inconsistências

O Cyber Asset Attack Surface Management pode ser integrado a fluxos de trabalho existentes para automatizar a análise, a priorização e a correção de lacunas no controle de segurança, aumentando assim a eficiência e eliminando silos operacionais entre equipes e suas ferramentas. 

Melhoria na tomada de decisão com base em contexto completo e atualizado

Com pontuação de risco automatizada e análise de todo o contexto, o Gerenciamento da Superfície de Ataque de Ativos Cibernéticos permite que as organizações se concentrem primeiro nas ameaças mais críticas, já que partem do princípio de que nem todas as vulnerabilidades apresentam o mesmo nível de risco. Com isso, há um ganho significativo nos resultados, a partir da tomada de decisão assertiva.

Ganhos de eficiência operacional e de governança

Com o CAASM, a empresa consegue otimizar processos e alcançar melhoria da gestão, o que resulta em maior produtividade, redução de custos e maior capacidade de tomada de decisões. Isso porque ela está resguardada e protegida de possíveis invasões que poderiam trazer danos de todo os níveis. 

Apoio à conformidade com normas 

O CAASM possibilita o alinhamento com estruturas regulatórias como a ISO 27001, LGPD, frameworks NIST, SOC2, CIS e GDPR por meio de rastreamento automatizado de conformidade.

Como o ProSec pode apoiar sua empresa com CAASM

O Gerenciamento da Superfície de Ataque de Ativos Cibernéticos demanda uma atuação que proporcione à organização uma visibilidade completa dos seus ativos, estratégia que a ProSec conduz de maneira estratégica e personalizada. Dentre os serviços estão: 

  • Integração entre os serviços de Scan de Vulnerabilidades, Threat Intelligence, SOC e SIEM, Inventário de Ativos e Consultoria em SGSI;
  • Consolidação de ativos e riscos em uma abordagem centrada em visibilidade contínua e mitigação rápida;
  • Apoio à governança com análise de riscos e consultoria para priorização de ações;
  • Monitoramento contínuo da superfície de ataque por meio dos serviços de MSS.

Conte com a Prolinx para implementar o CAASM!

Uma estratégia de segurança cibernética eficaz e completa deve começar pela identificação e conhecimento sobre o que precisa ser protegido. Por esse motivo, o CAASM é uma base estratégica essencial para qualquer organização que busca maturidade cibernética, justamente por possibilitar visibilidade completa, contínua e consolidada de todos os ativos cibernéticos de uma organização. Ao decidir implementar em sua empresa, conte com quem realmente entende do assunto.

O ProSec, iniciativa da Prolinx, é especialista em soluções que visam cibersegurança defensiva e cibersegurança ofensiva, essenciais para proteger dados, processos e recursos organizacionais em um mundo cada vez mais digital e vulnerável a ataques. Deseja implementar um Sistema de Gerenciamento de Segurança da Informação (SGSI)? Veja como o ProSec pode estruturar essa jornada de forma segura e personalizada. Entre em contato!

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